SINTONIZADO NO COTIDIANO - 30/06/2021

BRASIL: JUROS E TAXAS ESTÃO EM ALTA COM TENSÃO POLÍTICA E DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO 

As taxas dos contratos de juros futuros abriram alta com os investidores reagindo à persistente tensão política em Brasília por causa da CPI da pandemia e ao surgimento de novas denúncias de corrupção envolvendo representantes do governo na negociação de compra de vacinas. 

Os participantes do mercado também reagem aos salgados reajustes impostos às contas de energia elétrica, que devem aumentar a pressão da inflação sobre os ativos locais.

Por volta das 10h, o DI para janeiro de 2022 apresentava taxa de 5,62%, de 5,60% no ajuste anterior 6,94% de 2027 tinha taxa de 8,48%, de 8,42%, na mesma comparação. No mercado de
câmbio, o dólar à vista operava em alta de 0,7%, cotado na faixa de R$ 4,97.

No campo político, a última sessão do primeiro semestre de 2021 deve ser impactada pelo andamento da CPI da pandemia. Hoje, os senadores ouvem o
empresário Carlos Wizard, suspeito de integrar um "gabinete paralelo" que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro a tomar medidas reconhecidamente ineficazes de combate à pandemia. Além disso, a CPI deve ser prorrogada por mais 90 dias.

Já as novas denúncias de corrupção envolvem a negociação de contratos para a compra de vacinas pelo governo. Um executivo do setor farmacêutico 
afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que um diretor do Ministério da Saúde ofereceu a ele propina de US$ 1 por dose para a aquisição de 400 milhões de doses do imunizante produzido pela AstraZeneca. Diante da publicação da denúncia, Luiz Paulo Dominguetti, vendedor da Davati Medical Supply no Brasil, deve ser ouvido na CPI na sexta-feira.

Na avaliação da equipe da Ajax Capital, o fluxo de notícias sobre a reação do presidente Jair Bolsonaro à pandemia segue provocando desgaste ao
governo, que ontem suspendeu a compra da Covaxin depois das denúncias de superfaturamento no processo de campo.

Para o sócio-diretor da TAG Investimentos, Dan Kawa, a CPI da Pandemia ganha contornos cada vez mais complicados para o governo. "Ainda não existem
provas concretas ou públicas dessas acusações.  
O presidente ainda não foi levado, totalmente, ao centro desta nova acusação", afirma ele. Entretanto, "se por um lado há espaço para que o presidente se distancie das novas acusações, por outro CPI ajuda a fragilizar a situação do Executivo, tornando sua posição mais frágil politicamente", adverte Kawa.

Com informações Ricardo Gozzi / Agência CMA. 

Imagem: Reprodução/Internet.

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